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Cuidado com câmeras de segurança dentro da sua casa

HomeSecurity

O crescente número de violência nas cidades e o aumento da sensação de insegurança dentro de casa, tem feito com que cada vez mais as pessoas procurem por soluções de segurança residencial. Isso pode ser comprovado por um levantamento nacional feito em 2018 pela empresa SMG: a pesquisa mostrou que naquele ano 69% dos prestadores de serviços atenderam projetos para residências, sendo as principais solicitações a instalação de sistemas de videomonitoramento e alarme.

O que muitas vezes as pessoas não sabem é que instalar câmeras dentro de casa pode ser uma decisão perigosa e vamos explicar apresentando um fato que aconteceu há alguns dias.

Funcionário de empresa de segurança invade câmera de cliente

Uma das maiores empresas de monitoramento do mundo, a ADT, admitiu que um ex-funcionário invadia as câmeras de segurança dos clientes para espionar as mulheres na sua intimidade. Ao todo, as mais de 200 contas foram acessadas quase 10 mil vezes ao longo dos anos, sem qualquer consentimento das vítimas. Os alvos eram as clientes que o criminoso considerava atraentes e ao inserir seu e-mail pessoal na conta dessas pessoas, ele tinha acesso em tempo real as imagens das casas.

Hacker conversa com criança pela câmera instalada dentro da casa

Já em dezembro de 2019, uma família do Mississipi, nos Estados Unidos, comprou uma câmera de segurança da empresa Ring, que pertence a Amazon, para monitorar o quarto das três filhas. Após 4 dias da instalação, um hacker invadiu o sistema da câmera e assumiu o controle do aparelho, e chegou a tentar conversar com as meninas.

Leia também: Cuidado com a falsa sensação de “Segurança”

Fatos como esses acontecem constantemente e muitas vezes as famílias nem sabem que estão sendo vigiadas, e o que era para ser uma ferramenta para trazer segurança, acaba sendo mais uma arma na mão de criminosos.  

Para o especialista em monitoramento inteligente e CEO da empresa C4i Alexandre Chaves, não faz sentido compartilhar as imagens de dentro da residência com a empresa de monitoramento.

“Gravar imagens do lado de dentro da casa para a empresa de monitoramento fazer a vigilância significa que estou considerando que o ladrão conseguirá chegar até a parte interna, mas a verdadeira segurança é monitorar a partir do momento que algo acontece na calçada, antes de chegarem na sua casa. A missão do monitoramento inteligente é proteger o entorno e interromper o evento antes que ele ocorra”, falou Alexandre. “É por isso que na C4i temos o mantra de atuar na prevenção, ou seja, nós instalamos o sistema de segurança do lado de fora (visão da rua) e no perímetro entorno da casa (muros), e começamos a agir a partir de um potencial risco, de uma atividade suspeita, assim conseguimos identificar a ação antes que ela efetivamente aconteça”, explicou.

Segurança preventiva: identificar a tentativa de invasão antes que aconteça

Para explicar como funciona a segurança preventiva, Alexandre compartilhou um caso real que aconteceu com sua própria família, que faz uso da solução.

“Um carro parou na frente da residência, o que não era um comportamento usual, já que a rua é um local apenas de passagem. A central de monitoramento ligou e perguntou se estávamos esperando visitas e informamos que não. Neste tempo o sistema já consultou a placa do veículo para verificar se era um carro roubado. O operador acionou o guarda da rua para abordar a pessoa e ficou em alerta para caso fosse uma ameaça, acionar a polícia imediatamente. No fim, a pessoa parou na frente da casa para atender ao telefone”, disse Alexandre. “Na ótica da C4i poderia ser uma pessoa mal-intencionada acompanhando o fluxo de entrada e saída da casa, esperando um momento de abordagem, ou seja, poderia ser um potencial risco. Essa é a grande diferença do trabalho que a C4i faz em relação à algumas empresas do mercado, que instalam câmeras dentro da casa da pessoa, tirando a privacidade e muitas vezes expondo ao risco de invasão. Nós não esperamos tocar o alarme, alguém pular o muro ou precisar apertar o botão de pânico para começar a agir. Nós começamos antes, com o uso de um monitoramento inteligente”, concluiu o especialista.

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