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TENDÊNCIAS DA TECNOLOGIA EM FACILITIES E PROPERTIES MANAGEMENT

Francisco Abrantes, fundador da ABRAFAC, comenta sobre os novos desafios para os profissionais do setor

“Existem estudos afirmando que em 2020 a geração Y representará a metade da força de trabalho global, mudando as exigências no ambiente organizacional. Em função da crescente presença dessa geração na força de trabalho das empresas, não só o estilo de liderança tem que se adaptar, mas também e sobretudo, os ambientes e espaços corporativos. Na adequação do ambiente é que entra a importância da área de Facility Management entender a transformação da qual estamos sendo objetos e sujeitos ao mesmo tempo”, afirma Francisco Abrantes, profissional da área de Facilities há 25 anos, fundador, ex-presidente e atualmente Presidente do Conselho Fiscal da ABRAFAC – Associação Brasileira de Facilities e Membro do Conselho Consultivo do Programa de Pós-Graduação em Administração de Facility da Universidade da Flórida.


“Se no estilo de liderança está havendo uma mudança comportamental de todos os níveis da empresa, numa busca por adequar-se à essa nova realidade, no âmbito do workplace os avanços já chegaram de forma muito clara para todos nós da área de FPM (Facility e Property Management).  O desafio do FPM vai além da preocupação com o bem-estar dos funcionários, o foco é mais abrangente do que promover uma experiência positiva e otimizada do uso dos recursos oferecidos, a de facilitar a convivência multinível dos colaboradores, fortalecer cultura organizacional da empresa,  a identidade corporativa com layouts adequados e aderentes ao negócio, conforto ambiental que propicie e alavanque a qualidade de trabalho, além de atender aos desafios de se fazer sempre mais com menos em termos financeiros e operacionais.  O grande desafio do profissional moderno é estar atento às soluções que podem agregar valor e atender as demandas internas das suas empresas. O FPM, portanto, tem que se manter atualizado e conectado às novas tecnologias e tendências para e destacar na profissão”, continua o executivo.

Esses desafios não são pouco, aliás são imensos!  A tecnologia vem como grande e fantástico meio, atendendo às demandas específicas de cada um de nós. Hoje, no planejamento de ocupação de espaços não está provisionada a alocação de 100% do workforce da empresa, como antigamente se fazia.  Há uma enormidade de atividades que podem ser desenvolvidas em serviços home office, no modelo freelancer, field service, etc. Os espaços (estações de trabalho) demandados por essas áreas, são de suporte e podem ser usados na modalidade booking. O coworking já é um business forte no nosso mercado e com boas perspectivas no médio prazo, pois cada vez mais é adotado por cada um de nós, na tentativa de se otimizar custos fixos com escritórios e toda uma infraestrutura completa, que é de certa forma, subutilizada.

Abrantes destaca alguns exemplos de tecnologia que agregam valor ao dia-a-dia:

  • Visão computacional, em que as imagens são analisadas por algoritmos e não por seres humanos, tornando a avaliação imune aos fatores que comprometem sua eficiência (cansaço, desatenção, preocupações externas, relacionamento interpessoal, etc). Adicionalmente, essa tecnologia permite soluções onde os algoritmos aliados a robôs fazem preventivamente a identificação de situações e pessoas, deixando-se de ter um uso reativo das imagens geradas e passando para um novo estágio, mais estratégico inclusive. Quem usa com maestria essa tecnologia é a C4i Monitoramento 360°, com o M.A.I.S que incorpora camadas extras de segurança, aumentando a eficiência do monitoramento. As câmeras já existentes no local são conectadas a uma Central Remota onde são analisadas ininterruptamente através de inteligência sistêmica, gerando alertas na detecção de uma não-conformidade. Após validação de um especialista, os casos confirmados são direcionados à equipe de segurança local para que as providências sejam tomadas, tornando o trabalho mais pontual e assertivo. Os gestores recebem notificações em tempo real para acompanhamento, e têm acesso a um dashboard atualizado diariamente, que consolida todas as informações em um formato intuitivo e de rápida compreensão.
  • Big Data, com toda informação gerada com o monitoramento das câmeras, por exemplo, podemos gerar uma infinidade de informações e possibilidades, passando mas não se limitando pela identificação de visitantes problemáticos, infiltração de veículos furtados em nossas instalações, especialmente em prédios multi-ocupados, hospitais e shopping center, etc.
  • Cloud computing, nos possibilita o acesso às informações de onde estivermos com apenas um celular em mãos. Facilita o controle das operações, traz mais rapidez às rotinas de trabalho entre outros aspectos.
  • Internet das Coisas (IoT), está revolucionando o conceito de como se trabalha e da forma como nos relacionamos com os gadgets. Hoje temos o controle das nossas áreas em nossas mãos. Todos os sistemas que estiverem conectados fornecem dados e informações que facilitam a tomada de decisão.
  • Drones, por apresentarem bastante agilidade, facilidade de operação e eficiência de utilização, serão ferramentas importantes tanto na gestão de instalações, como na área de segurança e monitoramento.
  • Apps de Facilities, um aplicativo de mobile para gestão de facilities é demanda certa e cristalina em nosso dia-a-dia. Nos auxiliará na gestão remota e online de todos os nossos processos, no monitoramento constante e sobretudo, nos aproximando de toda a área sobre nosso controle e responsabilidade, via imagens e dashboards, por exemplo.
  • Mídia Social, cada vez mais uma realidade, no dia-a-dia. É através do facebook, do Instagram que ficamos sabendo de muitos acontecimentos. Como profissionais antenados com a realidade à nossa volta, o eficaz e pleno atendimento ao cliente interno naturalmente demandará acesso e domínio da mídia social. Nos conectaremos com os clientes por meio delas, para manter um nível de informação fluida e constante.

Evolução

Todas essas mudanças demonstram a evolução do setor de Infraestrutura, Facilities, Property e Real Estate que nos últimos 20 anos passou por uma grande transformação. Deixou de ser uma área muitas vezes relegada a um canto ou um porão, sem reconhecimento nenhum, para ser um departamento estratégico que define os desígnios da empresa, como onde estará instalada, baseada em custos de locação e custos de manutenção. “Facilities deixou de ser um setor pouco reconhecido, que cuidava do cafezinho, para integrar os departamentos de suporte, backoffice, administrativo e de infraestrutura das empresas com responsabilidade sobre um orçamento significativo. Qualquer valor que nós economizamos, qualquer processo melhorado é lucro direto para a empresa. E os profissionais estão cada vez mais capacitados. Deixaram de ser genéricos, de fim de carreira, para profissionais que possuem graduação, pós-graduação, MBAs específicos para a área de Facilities. Essa é uma grande evolução que só traz cada vez mais benefícios para as corporações”, avalia Abrantes.